veja a entrevista do Prefeito Airton Araújo concedida ao Jornal Diário do Nordeste. 28.04.2014.
Confiei na pessoa errada”, diz gestor.
Após o cumprimento do mandado de prisão, Airton Araújo e os outros três presos foram levados para a Delegacia de Assaré.
Foto: Jean Carlos
O prefeito afastado de Aiuaba (420Km de Fortaleza), José Airton Alves
Araújo, preso na última quinta-feira, durante uma operação do Ministério
Público Estadual (MPE) e da Polícia Civil, conversou com exclusividade
com a reportagem. Ele disse que ver seus irmãos Ivânia e Alex Araújo
presos, é a pior parte do que está vivendo. “Todo mundo em Aiuaba
conhece minha família e sabe que somos honestos. Meus irmãos nunca
agiram fora da lei. Nosso erro foi confiar na pessoa errada”.
Somente Airton foi levado para o xadrez especial da Delegacia de
Capturas (Decap), onde todos estão sendo custodiados. A cela não tem
sequer uma lâmpada. O prefeito disse que acende uma vela, quando
escurece.
Dentro do xadrez só existe uma pia, uma rede, uma
cadeira e um isopor, onde está sendo guardada a comida que o gestor
recebe do irmão. Airton justifica sua feição abatida dizendo que aqueles
são seus piores dias.
Até quando se candidatou em 2012, o
prefeito eleito era comerciante e nunca tinha participado da política
aiuabense. “Não sabia como funcionava a prefeitura. No início deste ano,
tentei salvar meu nome, quando vi que estavam me jogando na lama”.
Conforme a versão de Airton Araújo, ele não sabia o que era feito do
dinheiro da prefeitura durante o primeiro ano de seu mandato, por conta
de um acordo político. Ele não quis comentar quais eram os termos do
acordo, nem com quem foi firmado. O gestor disse que é grande seu
constrangido com a condição de detento. “Não sou ladrão. Sinto tanta
vergonha de estar aqui, que não sei explicar. Sou um trabalhador e
sempre fui correto”.
Sobre o revólver encontrado em sua
residência, o gestor disse que o mantinha lá, porque estava sofrendo
agressões e ameaças. “Meu pai, meu irmão Alex e eu fomos agredidos e
registramos três B.O.s sobre isto na Delegacia de Tauá. Eu tinha
solicitado segurança privada, mas enquanto não chegava, tinha a arma em
casa para me defender”.
Airton disse que existem várias
mentiras nos depoimentos prestados contra ele. “Não tenho dinheiro nem
para advogados. Minha vida é a mesma de quando entrei na Prefeitura.
Estou aqui esperando pela ajuda da minha família e meus amigos. Mentiram
tanto contra mim, que fizeram as autoridades pensarem que eu tinha
formado uma quadrilha para roubar. Fui acusado de crimes que eu não sei
nem o que é”, declarou.
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