Proposta legaliza produção e venda da maconha no Brasil
Conforme o projeto, plantações dependerão
de autorização prévia do Ministério da Agricultura. Cultivo e
comercialização poderão ser realizados para fins científicos, medicinais
ou recreativos.
A ideia do deputado é liberar a produção de até seis
unidades da Cannabis sativa, nome científico da maconha, em casa,
obedecendo ao limite de 480 gramas anuais para a colheita. O consumo
(individual ou compartilhado) deve ser restrito a ambiente doméstico. As
plantações deverão ser previamente autorizadas pelo Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento e ficarão sob seu controle
direito, sem prejuízo de outras fiscalizações previstas em lei.
O
armazenamento para fins de pesquisa e a industrialização para uso
farmacêutico também serão realizados em conformidade com a legislação
vigente e com autorização prévia do ministério.
Ainda de acordo
com o texto, a venda de cannabis psicoativa para consumo pessoal
dependerá de registro no órgão competente, assim como a comercialização
para uso medicinal exigirá receituário médico.
O projeto
determina também que o poder público dê prioridade a ações voltadas ao
controle das substâncias psicoativas e de seus derivados, bem como à
conscientização da sociedade sobre os riscos de dependência da maconha.
Crime organizado
Eurico
Júnior afirma que a intenção do seu texto é abrir a discussão sobre o
tema com todos os segmentos da sociedade, da comunidade científica à
religiosa. O deputado ressalta que o projeto nasceu de um grupo de
estudos formado pelo Partido Verde, que tem a luta pela legalização da
maconha prevista em seu estatuto.
Segundo o parlamentar, a
legalização seria uma forma de combater o crime organizado, que se
alimenta da venda ilegal da erva, injetar recursos para aplicação em
saúde. “A liberação em 26 estados norte-americanos permitiram uma
economia de mais de 6 bilhões de dólares em gastos com segurança
pública”, ilustra.
Ele acrescenta que, hoje, traficantes utilizam
o dinheiro ganho com a comercialização da maconha para comprar armas de
grande calibre no exterior. “Todos os países que legalizaram a produção
e a venda registraram queda no número de usuários”, diz Júnior.
Crítica
Já
o deputado Osmar Terra (PMDB-RS) critica a legalização da maconha. Na
avaliação dele, é preciso limitar o consumo das drogas lícitas (como o
álcool) e não legalizar as ilícitas.
Para Terra, só a falta de
informação sobre os danos que a cannabis pode causar justificam a defesa
da liberalização. "A maconha causa dependência, psicose e problemas
graves de saúde a médio e longo prazo, como retardo mental”, argumenta.
“Cerca de 50% dos adolescentes que usam maconha ficam dependentes. Eles
apresentam alterações nas conexões cerebrais, na memória e no controle
da motivação”, completa.
Tramitação
A proposta que legaliza a produção e a venda da maconha ainda será distribuída às comissões temáticas da Câmara.
Fonte:DP.
Ciro lidera corrida pelo Abolição com 46,6%, contra 33,9% de Elmano
-
O grau de confiança é de 95%, com margem de erro de 2,6 pontos.
O Instituto Paraná em parceria com o portal CN7, a Rede Plus FM e o Jornal
do Cariri, divulg...
Há 9 horas

0 comentários:
Postar um comentário